segunda-feira, 20 de abril de 2015

Robalos em Odemira


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Caros amigos,

Já há muito que gostava de escrever um "artigo" dedicado em exclusivo aos nossos amigos robalos, mas dirigindo a sua pesca exclusivamente a águas salobras/interiores, ou seja, no Rio Mira, especificamente na Zona Ribeirinha de Odemira.

I - Rio Mira  

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O Rio Mira nasce na Serra do Caldeirão, a uma altitude de 470 m, e percorre cerca de 145 km até desaguar em Vila Nova de Milfontes. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o rio Sado. É navegável desde a foz até um pouco acima de Odemira, embora a partir da zona de Odemira seja impossível navegar de barco na maré vazia devido aos inúmeros bancos de sedimentos que se encontram.  
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Desde que me lembro, tenho assistido a um assoreamento "gigantesco" na zona ribeirinha em Odemira. Onde outrora, neste rio que servia como via de transporte de bens, grandes barcos aportavam no cais (em Odemira), hoje torna-se impossível. Para quem conhece a zona ribeirinha de Odemira, pode verificar à maré vazia duas "ilhas", uma a montante do cais outra a jusante (isto para além das formadas a montante).

As margens do Rio Mira são de difícil acesso. Não falando em acessos viários, podemos dividir a composição das margens em duas metades: 1.º A montante da "Comporta", onde desagua a Ribeira do Vale de Gomes, as margens são compostas na sua maioria por caniços. 2.º A jusante da "Comporta" as margens já são "mais limpas" de caniços, sendo basicamente sapais. De referir que noutros tempos as margens do Rio Mira eram cultivadas na sua maioria pela lavra do arroz.

II - Espécies piscicolas
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Podemos encontrar em quase todo o Mira quase todas as espécies piscicolas marinhas e também algumas mais incomuns, ditas de água doce. Passo a enumerar as mais comummente encontradas: Dourada, Sargo, Safia, Sargo-veado, Charroco, Corvina (sazonal), Salema, Robalo, Vária/Baila, Tainha Salmonete, Linguado, Solha, Enguia, Safio, Carpa e ocasionalmente lá poderemos encontrar o Barbo ou até mesmo o achigã (como eu já vi em Odemira). No passado ano de 2014 já começaram a aparecer os chamados alburnetes/alburnos/abletes. Claro está que algumas espécies não "sobem" tanto o rio quanto outras, sendo que em Odemira o que mais comummente encontramos são as tainhas, robalos, carpas e enguias. Ocasionalmente podemos deparar-nos com a captura de um barbo, dourada, pequenos sargos e safias ou linguado/solha.

III - O robalo e o Mira
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Os robalos são assíduos no Mira todo o ano, embora os seus tamanhos possam variar consoante a época em que estamos, salinidade e comida disponível. Em Odemira, verificamos que a sua presença é periódica. Passo a enumerar os factores mais comuns explicando dentro de cada um o porquê da sua presença/ausência.

1.º Salinidade - O robalo é peixe de água salgada, logo e teoricamente não sobreviverá em águas doces. Quando encontramos a "água doce"? Em épocas de pluviosidade intensa. Nestas alturas, em que chove muito, é difícil encontrar robalos de "grande porte", por Odemira, embora hajam relatos de capturas ocasionais. Embora nestas alturas de chuvas mais intensas que escurecem as águas tornando-as barrentas, por vezes "podemos" realizar grandes quantidades de capturas de juvenis. Ainda por estes dias vi, com as águas barrentas, grandes ataques de pequenos robalos à superficie.

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2.º Comida - Devido ao seu comportamento de predador, será normal encontrá-los em busca da referida. Basicamente os robalos no Mira, nomeadamente em Odemira alimenta-se de pequenos peixes «tainhas/robalos», tainhas «é comum encontra-los junto aos cardumes», camarão «é o preferido do nosso predador, marcam a sua presença mais abundante entre Julho e Setembro onde á noite é comum observar os seus ataques» e crustáceos «os lagostins, pela sua abundância, são os eleitos»

3.º Desova - Os robalos desde sempre gostaram de desovar no Rio Mira, entre os meses de Dezembro e Março (se as águas forem claras) começam a verificar-se avistamentos na Zona Ribeirinha de Odemira. Estes têm por tendência ir desovar perto da Ribeira do Mira, a montante da ponte de Odemira. Nesta altura vemos grandes exemplares aqui na zona, sendo que de vez enquando realizam-se umas belas capturas.
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4.º Temperaturas das águas - Este talvez seja o ponto que eu considero mais importante. Talvez porque quanto mais quentes estão as águas, mais alimento está disponível -principalmente camarão- mais activos estão os robalos.
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5.º Locais - Ao longo da minha vida enquanto pescador tenho apostado em diversos locais em função do tipo de pesca que pratico. Antes de praticar spinning apostava na pesca de fundo, procurando os nossos amigos nos fundões ou então procurava-os junto aos cardumes de tainhas onde pescava à boia. Em ambas as pescas obtive bons resultados, embora na pesca de fundo os exemplares capturados sejam juvenis. Posso dizer que aqui é o meu crescimento pessoal enquanto pescador, pois abandonei esta pesca de fundo pelo facto de serem maioritariamente os robalos juvenis capturados. Hoje em dia apenas me dedico ao spinning procurando exemplares acima da medida.

Os melhores resultados que obtive foram à bóia e principalmente ao spinning. Na técnica de bóia bastava “estar de olho” nas tainhas. Estas juntavam-se me torno dos esgotos que corriam para o rio antes de existirem as obras de requalificação da Vila de Odemira, e quase sempre, assim que os robalos chegavam procuravam esta comida fácil. Cheguei a fazer aproximadamente 20 kg de robalos (exemplares entre as 700 gr e os 2 kg) em dois dias com minhoca do lodo e pescando à bóia nesta altura em que eles aportavam junto das tainhas. Actualmente, uma vez dedicado ao spinning, procuro as ilhas e as margens. Basicamente são ou sítios de passagem ou sítios onde os pequenos peixes e/ou camarão acolhem, sendo de fácil captura para os predadores. No ano de 2013 foi o ano em mais robalos vi no Rio Mira e onde realizei algumas capturas engraçadas ao spinning. Neste ano, os robalos procuravam os pequenos peixes nas margens, sendo frequente ver enormes ataques em cardume. Cheguei a contar 14 exemplares juntos (onde consegui capturar apenas um – aproximadamente 1,5kg) a "bater" as margens. O máximo que capturei nesta altura foram quase 6 kg em 4 exemplares e 2 canas partidas eheheheh 2013 foi sem dúvida o meu melhor ano no Rio Mira com troféus muito bons e o meu maior troféu 6,200 kg.
 
 Espero que gostem da minha opinião sobre os nossos amigos. Mas este "artigo" é apenas isso, a minha opinião. Há sempre quem concorde, quem discorde e quem acrescente mais uns pontos... Portanto meus amigos, estejam abertos a comentar à vontade pois a vossa opinião, os vossos conhecimentos são sempre úteis.
 
 
Um bem haja,

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Solitário

Boas amigos,

Por estes dias o mar presenteou-nos com boas condições para a prática de spinning...

Algumas investidas sem sucesso mas esta que relato foi bem sucessida, não só pelo exemplar mas igualmente pelo excelente companheirismo e lições de pesca que me foram proporcionadas.

Começamos a procurar, naqueles sítios onde nos pareciam ser os melhores de momento, o mar apresentava excelentes condições para sermos presenteados com a presença dos nossos amigos...
Por aqui e por ali, lançamento atrás de lançamento e sinal de peixe nada. Fomos um pouco mais a sul, onde após vários lançamentos sinto o ataque e de imediato começou a correr de lado. Pareceu-me inicialmente pequeno, sinceramente, mas quando ele se sente apertado e que se deixa ver, de pequeno pouco tinha eheheheheh  a escoa era muita e quando tentei pô-lo em seco tive alguma dificuldade. Aqui entraram a ajuda e a experiência do meu companheiro assim como a força da minha barros "a rebocadora" stout :)

Peixe no saco, cigarrinho da ordem e de volta á procura deles mas infelizmente nem mais uma escama deu sinal de andar por ali...

Material utilizado:

Cana Barros Stout 3 metros
Carreto Symetre 4000
Linha multifilamento powerpro 0,19
Amostra westlab macua 165

Robalo com aproximadamente 2,900 kg
 
Abraço a todos e boas pescas






terça-feira, 7 de abril de 2015

Robalos de Páscoa

Boas caros companheiros,
 
Este fim de semana prolongado aproveitei as boas condições que o nosso mar proporcionou para ir lançar uns artificias....
Foram 5 tentativas em 4 dias, excelentes condições e como estávamos em época de Páscoa eles não me deixaram ficar mal...

 
 
 
Deixo convosco algumas fotos dos exemplares e também dos animais já cozinhados...
 
 
Um bem haja a todos, espero que a vossa Páscoa tenha sido tão boa ou melhor que minha


quarta-feira, 18 de março de 2015

Até agora...

Boas meus amigos,
Até agora as pescas têm-me corrido bem...

Mais um dia com boas condições e mais um bom peixinho.
Acusou 2,100 Kg na estreia da nova cana :)
 
Um bem haja a todos



segunda-feira, 16 de março de 2015

PNSACV

Alteirinhos - Zambujeira do Mar

Boas amigos,
 
Saiu por estes dias uma reportagem acerca dos estacionamentos no acesso a algumas praias do PNSACV.
 
O que para alguns poderá ser uma vantagem para outros nem por isso, conforme dizem na reportagem alguns moradores locais.

Quanto a mim, resta-me dizer que pouco frequento as zonas em questão, embora reconheça que a reorganização da orla costeira e o melhoramento dos acessos façam falta, não deveremos ser extremistas. O que poderia ser um excesso agora pecará pela falta, prejudicando sobretudo os usufrários daquelas zonas, tanto pescadores e/ou mariscadores como banhistas ou veraneantes.


 
 
 

segunda-feira, 9 de março de 2015

@ Rio Mira

Boas amigos,
 
No passado domingo foi mais um dia de pesca, desta vez pelo Rio Mira pois o estado do mar não permitia grandes aventuras... Assim optei por ficar até mais tarde na cama e depois ir passear junto das margens do Mira para tentar a minha sorte!
 
Estava um dia excelente, calor sem vento... Propicio a um excelente dia de pesca! Depois de um café com o meu avô lá fui tentar a minha sorte, cana as costas e rumo eu até ao cais debaixo da ponte pedonal. Apesar da altura da maré ser a ideal para os robalos passarem por aquele pequeno meandro eles não estavam por lá. Resolvi ir para montante, para junto de uma ilha que se forma à maré vazia local onde se costuma ver alguns robalos de passagem e aguardar por ver algum. Durante a pesca tive o privilégio de conversar com um senhor com alguns anos de idade e que tem bastante conhecimento sobre os robalos. Durante a conversa o "tio" Eduardo ia-me dando algumas dicas sobre os nossos amigos, sobre a maneira de como andavam a comer, sobre o modo de como e quando tinham subido "rio acima", sobre as suas capturas... Também tive a visita de um Sr. GNR :)

Pelo meio da minha pesca, onde perco mais tempo observando a passagem de peixes ia reorganizando e experimentando algumas amostras em vinil que tinha na minha bolsa. Algumas que eu próprio "fiz/juntei"... E foi com uma dessas que ferrei o peixe.
 
Estava à conversa com o Sr. GNR e quando o vejo passar. Amostra lançada à agua e o peixe nada! Seguiu a sua vida ao sabor da corrente. Novo lançamento bem à frente do seu percurso. Vinha recolhendo a linha na sua direcção fazendo pequenas animações. 3/4 maniveladas e zááásssssss o ataque à amostra e peixe ferrado... Começou a luta! A maior luta era com a corrente que era muita. O peixe esse vinha lutando o que podia. Lá consegui tirar o peixe da corrente e colocá-lo na lama... Como estava a pescar a pelo menos 3 metros de altura prontamente descalcei os ténis, arregacei as calças, despi a sweat e ai vou eu pelo lodo até ao robalo... Peixe nas mãos e toca de subir lodo acima até ao cais... Admirar novamente o peixe e voltar à observação.

Neste dia observei, para além de inúmeras tainhas, 1 linguado e mais 3 robalos na ordem dos 10 cm :D

Material utilizado:
 
- Cana Barros Stout 3 mts
- Carreto Nexave 3000
- Fio multifilamento 0.19 powerpro
- Amostra Zagaia+vinil
 




 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

XIII Mora Pesca

Boas companheiros,
 
Este fim de semana teremos mais um "Mora Pesca", desta feita a contar com a sua 13ª edição.

Apesar de ser uma Vila muito querida onde tenho grandes amigos, apenas presenciei este evento uma única vez ficando algo desiludido. E desiludido porquê? Porque no ano em que frequentei a feira esta era dedicada sobretudo a pesca de águas interiores. Mas nos dias hoje o evento é muito mais abrangente contando com diversos expositores e marcas nas diferentes modalidades da pesca desportiva.

Em principio irei este ano ao evento e mais tarde darei por aqui a minha opinião sobre o evento.

Espero que a comunidade de pescadores desportivos consiga ir ao evento pois, por relatos de um passado recente, este parece ser bastante interessante.

Poderão consultar aqui mais informações sobre o evento.

Um bem haja a todos,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Semana Feliz

Boas Companheiros,
Por estes dias fui à procura dos nossos amigos e tive a minha quota de sorte... Fui presenteado com 4 belos animais, sendo que um deles apesar da medida foi devolvido ao seu habitat para nos poder presentear uns quilos mais tarde :D
 
Dia 1

Combinei com o amigo Hélder no local por volta das 5 horas. Local escolhido, encontro à hora combinada, equipados a rigor (embora não estivesse muito frio) e ai vamos nós à procura deles. A zona era composta maioritariamente por areia com um misto de rebolos. O mar era mansinho, ideal para aquele local. As águas eram claras. Após uns lançamentos num primeiro local que se revelaria produtivo mais tarde, saímos em procura de um local onde no inicio do ano tinham sido avistados uns peixes.
 Este local, misto de pedra e areia, apresentava excelentes condições para encontrar-mos os nossos amigos mas eles não estavam presentes. Resolvemos então regressar em direcção aos carros e ir lançando as artificias, tentando a nossa sorte. Já com o dia nascido e perto do local onde ainda de noite tínhamos iniciado a jornada, após insistir durante cerca de uns 20 minutos no mesmo local sinto um ataque á artificial e de imediato 2/3 cabeçadas típicas dos nossos amigos.
Ferrado o peixe começa a luta...
Enérgico que ele era, tentando sempre levar fio... A Barros Stout vergada e bicho teimava em não vir! Estava lutando por si :) Até o que o avisto, ainda a uns bons 20 metros de mim e apercebo-me que vinha mal ferrado... Tinha apenas um anzol da fateixa no beiço! Cuidados redobrados e após mais uns momentos de luta intensa lá o consegui trazer até mim com a ajuda de duas ondas, já que na primeira não consegui pô-lo totalmente seguro e na segunda lá o consegui segurar. Deu cá uma "trabalhêra" que nem queiram saber... Ao tentar apanhar o robalo ainda na escoa da onda, engatou-se uma fateixa na calças do fato, outra no casaco e ainda levei um toque no dedo... Mas nada de preocupante ehehehe 
Eu todo contente, o Hélder veio até mim e fizemos um pequeno filme.
Acusou 2.800 Kg e 64 cm de comprimento.
Como era dia de trabalho tive que abandonar a pesca por esse dia, com a promessa de ainda voltar nessa semana para tentar novamente a sorte.
 
Dia 2
 
Como o vicio é enorme, e depois de ter capturado um excelente exemplar dias antes, resolvi ir tentar a minha sorte nesta noite. Após sair do trabalho fui a casa comer qualquer coisa, vestir-me e abalei. Cheguei ao local já era de noite e logo comecei a ouvir a rebentação mais forte que no dia anterior. Pensei "mau, hoje é mais mar... Estou tramado". Admito que pescar à noite sozinho, embora em segurança, não é para qualquer um. Sempre receoso, e após 2 horas de pesca resolvi dar por encerrada a jornada. Mas prometi à saída "Amanhã pagam-mas!!!"
 
Dia 3
 
Despertador a tocar às 5 horas. Pequeno almoço tomado, equipado a rigor pois na noite antes já se sentia mais frio e eu (ainda estou) constipado, abalei directo ao local. Cheguei por volta das 6 horas. Material às costas e toca de insistir no local onde anteriormente efectuei a captura. A maré estava a encher. O mar de feição com uma suave aragem que até ajudava a lançar as artificiais mais longe um pouco. Estava a pescar à sensivelmente hora e meia. Já se notava o clarear do dia e avistava 3 companheiros ao longe. Até zááásssss um toque e peixe ferrado. Os primeiros instantes pareceu-me peixe pequeno pois a força que fez não foi nenhuma mas de seguida... O bicho começa a afundar e a levar fio e eu a pensar mas será que tenho aqui um tarolão enormíssimo, o meu record em mar... Quase que "esfregava" as mão de contente. Sabia que tinha ali um bom exemplar de certeza!
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Bolsa de Amostras caseira

Boas pessoal,
 
Há algum tempo que queria investir numa nova bolsa, mas como o orçamento não permite tive que aguardar. Tenho uma bolsa shimano (como podem ver nas fotos) com capacidade para 12 amostras (o que alguns consideram até demais), mas estava a necessitar, sobretudo, de transportar com maior "segurança" as amostras maiores pois a shimano que tenho com as amostras de 17 cm arrisco-me a partir qualquer coisa, e não será a mala de certeza.

Após ter visto umas ideias engraçadas pela internet, resolvi apostar.
 
Comprei o tubo de PVC, o meu avô desencantou um tecido resistente de uma mala de transporte de canas que estaria guardada no seu "armazém". Material reunido, tubos cortados com a medida pretendida (18.5 cm) e tudo entregue ás mãos da Sr.ª minha Sogra que teve o trabalho mais complicado de todos... Fazer a bolsa em si.

O resultado está á vista.

Espero que gostem e que sirva de inspiração para os trabalhos manuais em tempos em que o mar não nos deixe praticar a nossa arte.
Um especial agradecimento á minha Sogra.

Um bem haja a todos
 












 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Fiscalização no âmbito das pescas 25 de Janeiro

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa
"Militares do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Sines e de Vila Nova de Milfontes realizaram, entre o dia 23 e 25 de janeiro, no Rio Sado, várias acções de fiscalização de combate à pesca ilegal do meixão
Na sequência desta operação foram elaborados dois autos de notícia por crime, oito autos de notícia por contra-ordenação e apreendido o seguinte material: redes de emalhar; um crivo; 750 gramas de meixão; 56 quilos de ouriços-do-mar; 35 quilos de robalos-baila; e 15 quilos de tainhas. Relativamente ao material apreendido o mesmo foi avaliado em cerca de 4950 euros. O pescado avaliado em cerca de 1000 euros, algum dele, após inspecção, foi doado a instituições de solidariedade social e o que se encontrava vivo foi devolvido ao seu habitat natural."


A noticia acima mencionada tem como fonte o sitio da internet da Guarda Nacional Republicana.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Colectânea Literária Cinegética

Boa tarde amigos,
Este livro foi uma oferta de um amigo e dos que mais gosto me deu ler.
Já á algum tempo que queria partilhar convosco esta experiência.
Este livro tem uma partilha de histórias variadas e tem uma leitura muito simples.

Deixo convosco dois pequenos excertos do livro.
"O que é a caça e porque caçamos são questões que se põem e a que muito boa gente não sabe responder.  (...)
Na escola onde eu aprendi há cada vez menos alunos. Há outros locais onde há eventuais e potenciais alunos, mas não há escola. Sou um defensor de uma «Escola de caça». (...)
Entre outras, uma das boas maneiras de demonstrar o nosso respeito para com a
peça de caça, será comê-la. Simultaneamente, ao recordarmos o lance estamos a «admirar a peça»."
Antonio Inácio
"«Mano Mestre Velho Murtigão, aconteceu uma desgraça munto grande que só um grande Mestre como ocê pode resolver!»
Atão diz lá o q´é que se passa... Ele, ainda mais aflito:
«Mano Mestre, as joldas já nã querem ir á caça á Serra da Gata! Parece que quatro perdigões reais s'apoderaram do cerro grande e nã dêxam ninguém lá arrimar, já feriram 14 homens das melhores joldas da região!!!» "
Velho Mestre Murtigão
Gostaria de transcrever na intrega todo o livro... Mas deixo a curiosidade a quem de direito para o poderem adquirir e desfrutar da sua leitura de igual forma que eu desfrutei ou ainda mais.
Um bem haja a todos

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Primeira Baila

Boas companheiros,

No passado sábado, eu, o Miguel, o Rodrigo e o Hélder (que compareceu já no local) lá nos deslocamos junto do Atlântico para tentar enganar mais uns peixes.

Combinamos as 5:15 e lá nos encontramos em casa do Miguel. Saída para o Mar e aproximadamente 6H lá começamos a lançar uns artificias para a água num sitio onde anteriormente já tínhamos sido brindados com uns bons exemplares. A maré tinha acabado de voltar, o mar era belíssimo, embora não correspondesse ás previsões. Contudo estávamos à espera que a maré baixasse para conseguir-mos chegar mais à frente, o que não aconteceu pois as previsões enganaram-nos. Se as previsões ditavam que o mar caia, enganaram-nos pois parecia por vezes que o mesmo estava a crescer :/

Á parte das previsões, lá íamos tentando a nossa sorte.

Após alguns lançamentos ferrei um pequenote que ora me parecia um peixeco bom, mas que ora parecia que tinha desferrado. Logo compreendi que tal comportamento se devia à forte escoa no local.

Peixe devolvido á água e novas tentativas de capturar o pai dele. Mas como comecei a ficar com pouca água no pesqueiro tive que desistir e lá nos juntamos todos para fumar um cigarrito e aguardar que a maré nos deixasse chegar ao sitio pretendido.

Aos poucos íamos conseguindo avançar para o sitio pretendido, mas o mar, tal como disse acima, teimava em não deixar chegar ao sitio "ideal". E nisto nós a vermos os peixes a passear ferozmente nas ondas, lá bem longe onde dificilmente conseguiríamos chegar com as amostras.

Perto das 9:30 decidimos ir procurar a nossa sorte noutro local.

Chegados ao local lá procura-mos o que nos parecia ser o melhor sitio para lançar as artificiais e tentar enganar o nosso amigo Robalo. Este local tinha caracteristicas completamente diferentes da primeira escolha. Sitio fundo com substrato rochoso. Experimenta mos aqui e ali e nada. E já com o sol bem alto, após nos deslocarmos um pouco mais para sul pelo meio das rochas, lá consegui ferrar e capturar uma baila. Nunca tinha apanhado esta espécie. Foi diferente, proporcionou um momento engraçado e com a ajuda fundamental do Miguel lá a trouxe para seco. Acusou 1.300 kg.

Quero desde já agradecer aos meus companheiros por mais esta aventura, pelas dicas e sobretudo pelo companheirismo.

Material utilizado:

Cana Vega Ogawa 300
Carreto symetre 4000
Fio multifilamento 0.19 power pro red
Amostra rapture magneto GM 17 cm
Peso 1.300 kg
Comprimento desconhecido


Um bem haja a todos,

Boas Pescarias

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

DESMATERIALIZAÇÃO DO LICENCIAMENTO DA PESCA LÚDICA

Comunicado DGRM
 
"Nos termos previstos na Portaria 14/2014, de 23 de janeiro, a DGRM desenvolveu uma solução que permite, desde 15 de Janeiro, a desmaterialização das licenças de pesca lúdica.
Assim, a partir dessa data, os titulares de licenças de pesca lúdica já não necessitam de se fazer acompanhar de qualquer licença em suporte papel para poderem exercer a actividade dado que a licença passará a ser constituída por um registo na base de dados da DGRM, consultável por SMS a todo o momento, por parte das entidades com responsabilidades de fiscalização e por parte dos próprios licenciados.

As licenças de pesca lúdica podem ser emitidas a partir do multibanco, no balcão da DGRM, em Lisboa, nos balcões das Direções Regionais da Agricultura e Pescas do Norte (DRAP Norte), Centro (DRAP Centro), Lisboa e Vale do Tejo (DRAP LxVT), Alentejo (DRAP Alentejo) e Algarve (DRAP Algarve), podendo, ainda, ser solicitadas através de e-mail para o endereço pesca.ludica@dgrm.mam.gov.pt
Apesar de o registo do número de telemóvel apenas ser obrigatório nas licenças emitidas a partir do multibanco, aconselha-se a que este seja sempre indicado aquando da solicitação das licenças pelas restantes vias de modo a que o pescador lúdico possa beneficiar das vantagens do sistema implementado, nomeadamente da possibilidade de receção dos alertas de fim de validade da licença e dos avisos e informações relevantes, que serão enviados por SMS.
Os titulares de licença de pesca lúdica que tenham registado o número de telemóvel podem consultar os dados da respetiva licença (nº de licença, nº de identificação civil associado, tipo e validade da licença) através de sms, bastando para tal enviar uma mensagem do telemóvel registado na licença, com o texto UPLUD, para o n º 925507447."
 
Pode consultar a fonte do artigo aqui

Correção de densidade do javali na Mata da Margaraça promovida pelo ICNF

Boas Caros companheiros,
 
Descobri por aqui esta informação. Poderá interessar a alguém.
 
Um bem haja a todos,
 
Aqui fica a transcrição do site do ICNF
 
"O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas vai promover a realização de ações de correção de densidades de população de javali (Sus scrofa), como forma de minimizar os danos na flora e na fauna, na Mata da Margaraça, nos limites da freguesia de Benfeita, concelho de Arganil."
 
Edital [PDF 449 KB]

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Pampilhosa da Serra – Detido pelo crime de caça com meios proibidos

Caça ilegal,
Este é o dia a dia de muitos caçadores.
Muitos de nós deparam-se com estas atitudes menos dignas de alguns indivíduos que pensam não só em lucro próprio mas também em destruir o trabalho de muitos caçadores. Caçadores estes que preservam e tratam das espécies cinegéticas e não cinegéticas mantendo as suas populações saudáveis. Caçadores estes que gerem as suas zonas de caça mantendo os efectivos cinegéticos saudáveis, gerindo-os de forma a não haver sobre exploração.
 
Mas, existirá sempre alguém que irá tentar estragar todo o árduo trabalho desenvolvido por estes caçadores.
 
Cabenos a nós, caçadores, que contribuir de uma forma mais activa para evitar estes crimes e alertar também as autoridades para os mesmos de forma a levar perante a justiça os indivíduos prevaricadores.
 
Esta é a minha opinião.
 
A noticia abaixo citada tem como fonte as noticias divulgadas no site da GNR.

"A Equipa de Proteção Florestal da GNR de Pampilhosa da Serra, pertencente ao Núcleo de Proteção do Ambiente do Destacamento Territorial da Lousã, deteve ontem, dia 19 de janeiro, pelas 17:00, na localidade do Vidual - Pampilhosa da Serra, um homem com 75 anos , pelo crime de caça com recurso a meios proibidos (caça com laços de cabo de aço). A detenção efetuou-se em flagrante delito, quando o indivíduo foi surpreendido pela patrulha a colocar um laço para a caça ao javali.
Na sequência da detenção procedeu-se ainda à apreensão do material utilizado neste delito. O detido será presente a Tribunal hoje de manhã."

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PESCA LÚDICA - DEFESOS

Companheiros,
 
Para que não haja enganos nos próximos dias, aqui fica a transcrição do site da DGRM.
 
Nos termos do nº 4 do artigo 10º da Portaria nº 14/2014, de 23 de janeiro:
  • Está interdita a captura de sargos, Diplodus sargus e Diplodus vulgaris, entre 1 de Fevereiro e 15 de Março, na área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), aos titulares de licença de pesca lúdica apeada dado que, através da Portaria n.º 115-B/2011, de 24 de março, a mesma medida se encontra em vigor para a pesca profissional. Salienta-se que esta medida não se aplica à pesca lúdica embarcada nem à pesca lúdica submarina;
  • Está interdita a captura de navalheiras (Liocarcinus spp., Necora puber) e santola (Maja squinado) entre 15 de fevereiro e 15 de junho dado que a mesma medida de defeso está estabelecida no Regulamento da Apanha atualmente constante da Portaria nº 1228/2010, de 6 de dezembro;
 
Fonte: DGRM

COMUNICADO DGRM 14-01-2015 - Licenciamento Pesca Lúdica

LICENÇAS DE PESCA LÚDICA (transcrito directamente do site da DGRM)
 
Dada a necessidade de se proceder a adaptações técnicas decorrentes do processo de desmaterialização das licenças de pesca lúdica, está temporariamente suspenso o serviço de emissão das mesmas através do multibanco, prevendo-se a sua reativação a curto prazo.

Os interessados em obter licenças de pesca lúdica neste período, podem fazê-lo nos balcões de atendimento da DGRM e das DRAP ou através do e-mail: pesca.ludica@dgrm.mamaot.pt, nas condições indicadas.

Com efeito, em conformidade com o previsto no artigo 14 º, da Portaria n º 14/2013, de 23 de janeiro, o título da licença para o exercício da pesca lúdica passa a ficar registado eletronicamente e acessível aos interessados no sistema de informação da DGRM.

Assim, para a prática da atividade de pesca lúdica, o pescador licenciado deixa de ter que se fazer acompanhar do documento emitido pelo multibanco ou pelos serviços, que passa a constituir apenas um comprovativo do pagamento da licença, bastando fazer-se acompanhar do respectivo documento de identificação.

As entidades com competências de fiscalização acederão à base de dados da DGRM para confirmação das licenças emitidas.

Após o pagamento da licença no multibanco ou nos serviços, o pescador licenciado receberá uma mensagem dirigida ao telemóvel cujo número foi registado no momento do pedido de emissão da mesma, com informação relativa à licença emitida. Pela mesma via, será também informado sobre o fim da validade da licença, de novas medidas de gestão aplicáveis à actividade ou outras informações de interesse.
 
Fonte: DGRM