terça-feira, 18 de agosto de 2015

Abertura 2015/2016

Boas companheiros,
 
Estes últimos dias foram variados. A abertura da caça para esta época venatória correu melhor que o esperado. Consegui cobrar uma rola-brava e um belo pombo torcaz.
Já em termos de peixe, este aparenta estar de costas voltadas à minha pessoa.
 
Deixo convosco três pequenas fotos :)
 
Um bem haja a todos



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Momentos cinegéticos

Camuflagem no ninho
Boas pessoal,
 
As ultimas saídas  ao spinning não têm sido nada produtivas ultimamente, quer em termos quantitativos quer em qualitativos. Melhores tempos virão certamente.
 
O que me leva a deixar aqui umas palavras é o facto de se aproximar a abertura da caça, nomeadamente Rola-Comum, Pombos e patos.
 
 
Desejo óptimos lances e boas jornadas a todos.


O meu maior exemplar nocturno




Talvez o maior exemplar que já vi em montaria









segunda-feira, 22 de junho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

20-06 MEGA ENCONTRO SPINNING SPINN MASTER TEAM & POWER FISHING

Boas Companheiros,


Vai ser realizado já no próximo fim de semana dia 20 de Junho mais uma edição do MEGA ENCONTRO DE SPINNING, iniciativa da SPINN MASTER TEAM em parceria com a POWER FISHING.
Particularmente não vou poder comparecer neste mega evento, contudo faço votos de que corra tudo pelo melhor e que haja uma maior adesão em relação ao ano passado.
 
Fica aqui a informação de Cartaz e podem obter mais informações através do site www.spinnmasterteam.com/
 
Um bem haja a todos e divirtam-se

 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

@ Barragem de Santa Clara


Boas Companheiros,


Com a chegada das férias, este ano resolvi tentar uma experiência diferente aqui á "porta de casa". Como o próprio titulo do artigo indica, esta foi uma aventura pela Barragem de Santa Clara com os bons amigos David e Joaquim Zé da basscatchinsantaclara. O que posso dizer sobre este dia... É espectacular. Para quem gosta de pesca, um dia já é bom, com boa companhia ainda melhor e com excelente envolvência (passeio, paisagem e peixe à mistura) que nos foi proprocionado pelo amigo Joaquim Zé, apenas digo fantástico... 

Fica na memória o excelente dia passado e 4 peixes bons, sendo o exemplar do dia capturado pelo amigo Joaquim Zé, conforme mostram as fotos.  

Visitem a página do nosso amigo Joaquim Zé, a Bass Catch in Santa Clara onde tem no seu sitio da Internet todas as informações disponíveis acerca dos pacotes turísticos disponíveis para passeios e pesca na Barragem de Santa Clara.
 
Um bem haja a todos e um enorme obrigado ao Joaquim Zé e à Bass Catch in Santa Clara.









terça-feira, 5 de maio de 2015

Noticia CM - Esterilização de Javalis


Boas caros amigos,
 
Li esta  noticia sobre o controlo de população de Javalis na Serra da Arrábida, a qual digo já, que acho um completo absurdo e louvo a quem se lembrou de tal.
Acho que está na hora de começarem a abrir o olhos para outras formas de controlo de densidades e de estar perante estas situações.
 
Aguardo as vossas opiniões.
 
Abraço a todos







segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ainda há boas pessoas

Caros companheiros,
 
Na passada semana houve direito a gozar um dia de férias e por consequência aproveitar as boas condições do mar para lançar umas amostras...
Local escolhido e lá vou eu... Chegado ao local pelas 6 da manhã, material ás costas e lá vou eu com a ideia exacta de onde começar. Já por lá andavam 2 companheiros a mergulhar, mas ainda longe do local escolhido. Apesar das boas condições que o local apresentava, o peixe não dava sinal de andar por lá. Opto por ir para sul em busca das areias. Saco as costas e ai vou eu, observando os locais que inicialmente apresentavam muita erva impossibilitando a pesca. Mais a frente encontro um local que me aparentava ter excelentes condições, embora por ali também não andasse nenhum exemplar. Resolvo ir um pouco mais para sul onde encontro um Sr. mariscador que me diz o seguinte "havias de ir ali em cima daquele pião onde eu estava aos «percebos» que ainda à pouco vi ali dois tarolos..." Pelo meio de 5 minutos de conversa, agradeci e ai vou eu até aquele pião de bastante fácil acesso. Ao primeiro lançamento vejo 4 peixes atrás da amostra, nenhum ferra. Escondo-me um pouco, lanço outra vez e já quase no tirar a amostra de dentro de água, eis que vejo o robalo atacar loucamente a amostra ferrado e posto de imediato em seco... Pouco depois a baila, exactamente igual! Como a maré já enchia, resolvi vir para trás para não arriscar passar a nado com a cana na mão... Cá atrás escolho pescar à superfície, onde conseguia chegar facilmente ao sitio onde tinha efectuado as ferragens anteriores e também ao banco de areia. Alguns lançamentos e nisto que vejo um robalo atacar e falhar a amostra. Continuo a trabalhar a amostra de superficie e nisto zááássssss que ele está ferrado :) Peixe em seco. Após mais um pouco a insistir dei por terminada a jornada. Ao chegar ao carro encontro-me com os mergulhadores e que traziam uns belos chocos, polvos, sargos e um belíssimo safio.
 
No dia seguinte fui directo ao local onde tinha efectuado as capturas do dia anterior. Amostra na água e resolvo iniciar na superfície. Aos primeiros lançamentos vejo 2 exemplares de bom porte a seguir a amostra sem nunca darem um sinal de quererem atacar. Pelo meio de algumas capturas de pequeno porte que foram devolvidas à água, e quase todas as amostras experimentadas, eis que com a babuka ferrei o maior exemplar da jornada, que vinha sendo seguido por outro ainda maior :'( bem que lutei por tentar capturar o primo do que já estava em seco, mas infelizmente para mim ele não quis vir comigo.
Á tarde resolvi ir tentar novamente a minha sorte e aproveitar a actividade dos peixes para tentar mais alguma captura. Á chegada ao local, o mar já estava mais forte, mas com excelentes condições. Aos primeiros lançamentos efectuo uma captura. Peixe no saco e continuo a insistir. Perto de mim chegava um companheiro que aproveitou e bem as excelentes condições do mar. Pescava ele com água pela cintura, em cima de um banco de areia onde efectuou 5 capturas, duas delas com boas dimensões! já quase com o sol posto dei por terminada a minha jornada. No dia seguinte ainda lá fui de manhã, mas  com o mar já bem mais forte, com muita erva à deriva tornava-se impossível pescar.
 
Material:
Cana Barros Stout 3 metros 
Carreto Symetre 4000
Multi filamento Power pro 0.19
Artificias diversas  
 
Um bem haja a todos,

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Robalos em Odemira


www.rato-do-mar.blogspot.com
Caros amigos,

Já há muito que gostava de escrever um "artigo" dedicado em exclusivo aos nossos amigos robalos, mas dirigindo a sua pesca exclusivamente a águas salobras/interiores, ou seja, no Rio Mira, especificamente na Zona Ribeirinha de Odemira.

I - Rio Mira  

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O Rio Mira nasce na Serra do Caldeirão, a uma altitude de 470 m, e percorre cerca de 145 km até desaguar em Vila Nova de Milfontes. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o rio Sado. É navegável desde a foz até um pouco acima de Odemira, embora a partir da zona de Odemira seja impossível navegar de barco na maré vazia devido aos inúmeros bancos de sedimentos que se encontram.  
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Desde que me lembro, tenho assistido a um assoreamento "gigantesco" na zona ribeirinha em Odemira. Onde outrora, neste rio que servia como via de transporte de bens, grandes barcos aportavam no cais (em Odemira), hoje torna-se impossível. Para quem conhece a zona ribeirinha de Odemira, pode verificar à maré vazia duas "ilhas", uma a montante do cais outra a jusante (isto para além das formadas a montante).

As margens do Rio Mira são de difícil acesso. Não falando em acessos viários, podemos dividir a composição das margens em duas metades: 1.º A montante da "Comporta", onde desagua a Ribeira do Vale de Gomes, as margens são compostas na sua maioria por caniços. 2.º A jusante da "Comporta" as margens já são "mais limpas" de caniços, sendo basicamente sapais. De referir que noutros tempos as margens do Rio Mira eram cultivadas na sua maioria pela lavra do arroz.

II - Espécies piscicolas
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Podemos encontrar em quase todo o Mira quase todas as espécies piscicolas marinhas e também algumas mais incomuns, ditas de água doce. Passo a enumerar as mais comummente encontradas: Dourada, Sargo, Safia, Sargo-veado, Charroco, Corvina (sazonal), Salema, Robalo, Vária/Baila, Tainha Salmonete, Linguado, Solha, Enguia, Safio, Carpa e ocasionalmente lá poderemos encontrar o Barbo ou até mesmo o achigã (como eu já vi em Odemira). No passado ano de 2014 já começaram a aparecer os chamados alburnetes/alburnos/abletes. Claro está que algumas espécies não "sobem" tanto o rio quanto outras, sendo que em Odemira o que mais comummente encontramos são as tainhas, robalos, carpas e enguias. Ocasionalmente podemos deparar-nos com a captura de um barbo, dourada, pequenos sargos e safias ou linguado/solha.

III - O robalo e o Mira
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Os robalos são assíduos no Mira todo o ano, embora os seus tamanhos possam variar consoante a época em que estamos, salinidade e comida disponível. Em Odemira, verificamos que a sua presença é periódica. Passo a enumerar os factores mais comuns explicando dentro de cada um o porquê da sua presença/ausência.

1.º Salinidade - O robalo é peixe de água salgada, logo e teoricamente não sobreviverá em águas doces. Quando encontramos a "água doce"? Em épocas de pluviosidade intensa. Nestas alturas, em que chove muito, é difícil encontrar robalos de "grande porte", por Odemira, embora hajam relatos de capturas ocasionais. Embora nestas alturas de chuvas mais intensas que escurecem as águas tornando-as barrentas, por vezes "podemos" realizar grandes quantidades de capturas de juvenis. Ainda por estes dias vi, com as águas barrentas, grandes ataques de pequenos robalos à superficie.

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2.º Comida - Devido ao seu comportamento de predador, será normal encontrá-los em busca da referida. Basicamente os robalos no Mira, nomeadamente em Odemira alimenta-se de pequenos peixes «tainhas/robalos», tainhas «é comum encontra-los junto aos cardumes», camarão «é o preferido do nosso predador, marcam a sua presença mais abundante entre Julho e Setembro onde á noite é comum observar os seus ataques» e crustáceos «os lagostins, pela sua abundância, são os eleitos»

3.º Desova - Os robalos desde sempre gostaram de desovar no Rio Mira, entre os meses de Dezembro e Março (se as águas forem claras) começam a verificar-se avistamentos na Zona Ribeirinha de Odemira. Estes têm por tendência ir desovar perto da Ribeira do Mira, a montante da ponte de Odemira. Nesta altura vemos grandes exemplares aqui na zona, sendo que de vez enquando realizam-se umas belas capturas.
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4.º Temperaturas das águas - Este talvez seja o ponto que eu considero mais importante. Talvez porque quanto mais quentes estão as águas, mais alimento está disponível -principalmente camarão- mais activos estão os robalos.
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5.º Locais - Ao longo da minha vida enquanto pescador tenho apostado em diversos locais em função do tipo de pesca que pratico. Antes de praticar spinning apostava na pesca de fundo, procurando os nossos amigos nos fundões ou então procurava-os junto aos cardumes de tainhas onde pescava à boia. Em ambas as pescas obtive bons resultados, embora na pesca de fundo os exemplares capturados sejam juvenis. Posso dizer que aqui é o meu crescimento pessoal enquanto pescador, pois abandonei esta pesca de fundo pelo facto de serem maioritariamente os robalos juvenis capturados. Hoje em dia apenas me dedico ao spinning procurando exemplares acima da medida.

Os melhores resultados que obtive foram à bóia e principalmente ao spinning. Na técnica de bóia bastava “estar de olho” nas tainhas. Estas juntavam-se me torno dos esgotos que corriam para o rio antes de existirem as obras de requalificação da Vila de Odemira, e quase sempre, assim que os robalos chegavam procuravam esta comida fácil. Cheguei a fazer aproximadamente 20 kg de robalos (exemplares entre as 700 gr e os 2 kg) em dois dias com minhoca do lodo e pescando à bóia nesta altura em que eles aportavam junto das tainhas. Actualmente, uma vez dedicado ao spinning, procuro as ilhas e as margens. Basicamente são ou sítios de passagem ou sítios onde os pequenos peixes e/ou camarão acolhem, sendo de fácil captura para os predadores. No ano de 2013 foi o ano em mais robalos vi no Rio Mira e onde realizei algumas capturas engraçadas ao spinning. Neste ano, os robalos procuravam os pequenos peixes nas margens, sendo frequente ver enormes ataques em cardume. Cheguei a contar 14 exemplares juntos (onde consegui capturar apenas um – aproximadamente 1,5kg) a "bater" as margens. O máximo que capturei nesta altura foram quase 6 kg em 4 exemplares e 2 canas partidas eheheheh 2013 foi sem dúvida o meu melhor ano no Rio Mira com troféus muito bons e o meu maior troféu 6,200 kg.
 
 Espero que gostem da minha opinião sobre os nossos amigos. Mas este "artigo" é apenas isso, a minha opinião. Há sempre quem concorde, quem discorde e quem acrescente mais uns pontos... Portanto meus amigos, estejam abertos a comentar à vontade pois a vossa opinião, os vossos conhecimentos são sempre úteis.
 
 
Um bem haja,