terça-feira, 5 de maio de 2015

Noticia CM - Esterilização de Javalis


Boas caros amigos,
 
Li esta  noticia sobre o controlo de população de Javalis na Serra da Arrábida, a qual digo já, que acho um completo absurdo e louvo a quem se lembrou de tal.
Acho que está na hora de começarem a abrir o olhos para outras formas de controlo de densidades e de estar perante estas situações.
 
Aguardo as vossas opiniões.
 
Abraço a todos







segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ainda há boas pessoas

Caros companheiros,
 
Na passada semana houve direito a gozar um dia de férias e por consequência aproveitar as boas condições do mar para lançar umas amostras...
Local escolhido e lá vou eu... Chegado ao local pelas 6 da manhã, material ás costas e lá vou eu com a ideia exacta de onde começar. Já por lá andavam 2 companheiros a mergulhar, mas ainda longe do local escolhido. Apesar das boas condições que o local apresentava, o peixe não dava sinal de andar por lá. Opto por ir para sul em busca das areias. Saco as costas e ai vou eu, observando os locais que inicialmente apresentavam muita erva impossibilitando a pesca. Mais a frente encontro um local que me aparentava ter excelentes condições, embora por ali também não andasse nenhum exemplar. Resolvo ir um pouco mais para sul onde encontro um Sr. mariscador que me diz o seguinte "havias de ir ali em cima daquele pião onde eu estava aos «percebos» que ainda à pouco vi ali dois tarolos..." Pelo meio de 5 minutos de conversa, agradeci e ai vou eu até aquele pião de bastante fácil acesso. Ao primeiro lançamento vejo 4 peixes atrás da amostra, nenhum ferra. Escondo-me um pouco, lanço outra vez e já quase no tirar a amostra de dentro de água, eis que vejo o robalo atacar loucamente a amostra ferrado e posto de imediato em seco... Pouco depois a baila, exactamente igual! Como a maré já enchia, resolvi vir para trás para não arriscar passar a nado com a cana na mão... Cá atrás escolho pescar à superfície, onde conseguia chegar facilmente ao sitio onde tinha efectuado as ferragens anteriores e também ao banco de areia. Alguns lançamentos e nisto que vejo um robalo atacar e falhar a amostra. Continuo a trabalhar a amostra de superficie e nisto zááássssss que ele está ferrado :) Peixe em seco. Após mais um pouco a insistir dei por terminada a jornada. Ao chegar ao carro encontro-me com os mergulhadores e que traziam uns belos chocos, polvos, sargos e um belíssimo safio.
 
No dia seguinte fui directo ao local onde tinha efectuado as capturas do dia anterior. Amostra na água e resolvo iniciar na superfície. Aos primeiros lançamentos vejo 2 exemplares de bom porte a seguir a amostra sem nunca darem um sinal de quererem atacar. Pelo meio de algumas capturas de pequeno porte que foram devolvidas à água, e quase todas as amostras experimentadas, eis que com a babuka ferrei o maior exemplar da jornada, que vinha sendo seguido por outro ainda maior :'( bem que lutei por tentar capturar o primo do que já estava em seco, mas infelizmente para mim ele não quis vir comigo.
Á tarde resolvi ir tentar novamente a minha sorte e aproveitar a actividade dos peixes para tentar mais alguma captura. Á chegada ao local, o mar já estava mais forte, mas com excelentes condições. Aos primeiros lançamentos efectuo uma captura. Peixe no saco e continuo a insistir. Perto de mim chegava um companheiro que aproveitou e bem as excelentes condições do mar. Pescava ele com água pela cintura, em cima de um banco de areia onde efectuou 5 capturas, duas delas com boas dimensões! já quase com o sol posto dei por terminada a minha jornada. No dia seguinte ainda lá fui de manhã, mas  com o mar já bem mais forte, com muita erva à deriva tornava-se impossível pescar.
 
Material:
Cana Barros Stout 3 metros 
Carreto Symetre 4000
Multi filamento Power pro 0.19
Artificias diversas  
 
Um bem haja a todos,

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Robalos em Odemira


www.rato-do-mar.blogspot.com
Caros amigos,

Já há muito que gostava de escrever um "artigo" dedicado em exclusivo aos nossos amigos robalos, mas dirigindo a sua pesca exclusivamente a águas salobras/interiores, ou seja, no Rio Mira, especificamente na Zona Ribeirinha de Odemira.

I - Rio Mira  

Google
O Rio Mira nasce na Serra do Caldeirão, a uma altitude de 470 m, e percorre cerca de 145 km até desaguar em Vila Nova de Milfontes. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o rio Sado. É navegável desde a foz até um pouco acima de Odemira, embora a partir da zona de Odemira seja impossível navegar de barco na maré vazia devido aos inúmeros bancos de sedimentos que se encontram.  
Google


Desde que me lembro, tenho assistido a um assoreamento "gigantesco" na zona ribeirinha em Odemira. Onde outrora, neste rio que servia como via de transporte de bens, grandes barcos aportavam no cais (em Odemira), hoje torna-se impossível. Para quem conhece a zona ribeirinha de Odemira, pode verificar à maré vazia duas "ilhas", uma a montante do cais outra a jusante (isto para além das formadas a montante).

As margens do Rio Mira são de difícil acesso. Não falando em acessos viários, podemos dividir a composição das margens em duas metades: 1.º A montante da "Comporta", onde desagua a Ribeira do Vale de Gomes, as margens são compostas na sua maioria por caniços. 2.º A jusante da "Comporta" as margens já são "mais limpas" de caniços, sendo basicamente sapais. De referir que noutros tempos as margens do Rio Mira eram cultivadas na sua maioria pela lavra do arroz.

II - Espécies piscicolas
www.rato-do-mar.blogspot.com
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Podemos encontrar em quase todo o Mira quase todas as espécies piscicolas marinhas e também algumas mais incomuns, ditas de água doce. Passo a enumerar as mais comummente encontradas: Dourada, Sargo, Safia, Sargo-veado, Charroco, Corvina (sazonal), Salema, Robalo, Vária/Baila, Tainha Salmonete, Linguado, Solha, Enguia, Safio, Carpa e ocasionalmente lá poderemos encontrar o Barbo ou até mesmo o achigã (como eu já vi em Odemira). No passado ano de 2014 já começaram a aparecer os chamados alburnetes/alburnos/abletes. Claro está que algumas espécies não "sobem" tanto o rio quanto outras, sendo que em Odemira o que mais comummente encontramos são as tainhas, robalos, carpas e enguias. Ocasionalmente podemos deparar-nos com a captura de um barbo, dourada, pequenos sargos e safias ou linguado/solha.

III - O robalo e o Mira
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Os robalos são assíduos no Mira todo o ano, embora os seus tamanhos possam variar consoante a época em que estamos, salinidade e comida disponível. Em Odemira, verificamos que a sua presença é periódica. Passo a enumerar os factores mais comuns explicando dentro de cada um o porquê da sua presença/ausência.

1.º Salinidade - O robalo é peixe de água salgada, logo e teoricamente não sobreviverá em águas doces. Quando encontramos a "água doce"? Em épocas de pluviosidade intensa. Nestas alturas, em que chove muito, é difícil encontrar robalos de "grande porte", por Odemira, embora hajam relatos de capturas ocasionais. Embora nestas alturas de chuvas mais intensas que escurecem as águas tornando-as barrentas, por vezes "podemos" realizar grandes quantidades de capturas de juvenis. Ainda por estes dias vi, com as águas barrentas, grandes ataques de pequenos robalos à superficie.

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2.º Comida - Devido ao seu comportamento de predador, será normal encontrá-los em busca da referida. Basicamente os robalos no Mira, nomeadamente em Odemira alimenta-se de pequenos peixes «tainhas/robalos», tainhas «é comum encontra-los junto aos cardumes», camarão «é o preferido do nosso predador, marcam a sua presença mais abundante entre Julho e Setembro onde á noite é comum observar os seus ataques» e crustáceos «os lagostins, pela sua abundância, são os eleitos»

3.º Desova - Os robalos desde sempre gostaram de desovar no Rio Mira, entre os meses de Dezembro e Março (se as águas forem claras) começam a verificar-se avistamentos na Zona Ribeirinha de Odemira. Estes têm por tendência ir desovar perto da Ribeira do Mira, a montante da ponte de Odemira. Nesta altura vemos grandes exemplares aqui na zona, sendo que de vez enquando realizam-se umas belas capturas.
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4.º Temperaturas das águas - Este talvez seja o ponto que eu considero mais importante. Talvez porque quanto mais quentes estão as águas, mais alimento está disponível -principalmente camarão- mais activos estão os robalos.
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5.º Locais - Ao longo da minha vida enquanto pescador tenho apostado em diversos locais em função do tipo de pesca que pratico. Antes de praticar spinning apostava na pesca de fundo, procurando os nossos amigos nos fundões ou então procurava-os junto aos cardumes de tainhas onde pescava à boia. Em ambas as pescas obtive bons resultados, embora na pesca de fundo os exemplares capturados sejam juvenis. Posso dizer que aqui é o meu crescimento pessoal enquanto pescador, pois abandonei esta pesca de fundo pelo facto de serem maioritariamente os robalos juvenis capturados. Hoje em dia apenas me dedico ao spinning procurando exemplares acima da medida.

Os melhores resultados que obtive foram à bóia e principalmente ao spinning. Na técnica de bóia bastava “estar de olho” nas tainhas. Estas juntavam-se me torno dos esgotos que corriam para o rio antes de existirem as obras de requalificação da Vila de Odemira, e quase sempre, assim que os robalos chegavam procuravam esta comida fácil. Cheguei a fazer aproximadamente 20 kg de robalos (exemplares entre as 700 gr e os 2 kg) em dois dias com minhoca do lodo e pescando à bóia nesta altura em que eles aportavam junto das tainhas. Actualmente, uma vez dedicado ao spinning, procuro as ilhas e as margens. Basicamente são ou sítios de passagem ou sítios onde os pequenos peixes e/ou camarão acolhem, sendo de fácil captura para os predadores. No ano de 2013 foi o ano em mais robalos vi no Rio Mira e onde realizei algumas capturas engraçadas ao spinning. Neste ano, os robalos procuravam os pequenos peixes nas margens, sendo frequente ver enormes ataques em cardume. Cheguei a contar 14 exemplares juntos (onde consegui capturar apenas um – aproximadamente 1,5kg) a "bater" as margens. O máximo que capturei nesta altura foram quase 6 kg em 4 exemplares e 2 canas partidas eheheheh 2013 foi sem dúvida o meu melhor ano no Rio Mira com troféus muito bons e o meu maior troféu 6,200 kg.
 
 Espero que gostem da minha opinião sobre os nossos amigos. Mas este "artigo" é apenas isso, a minha opinião. Há sempre quem concorde, quem discorde e quem acrescente mais uns pontos... Portanto meus amigos, estejam abertos a comentar à vontade pois a vossa opinião, os vossos conhecimentos são sempre úteis.
 
 
Um bem haja,

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Solitário

Boas amigos,

Por estes dias o mar presenteou-nos com boas condições para a prática de spinning...

Algumas investidas sem sucesso mas esta que relato foi bem sucessida, não só pelo exemplar mas igualmente pelo excelente companheirismo e lições de pesca que me foram proporcionadas.

Começamos a procurar, naqueles sítios onde nos pareciam ser os melhores de momento, o mar apresentava excelentes condições para sermos presenteados com a presença dos nossos amigos...
Por aqui e por ali, lançamento atrás de lançamento e sinal de peixe nada. Fomos um pouco mais a sul, onde após vários lançamentos sinto o ataque e de imediato começou a correr de lado. Pareceu-me inicialmente pequeno, sinceramente, mas quando ele se sente apertado e que se deixa ver, de pequeno pouco tinha eheheheheh  a escoa era muita e quando tentei pô-lo em seco tive alguma dificuldade. Aqui entraram a ajuda e a experiência do meu companheiro assim como a força da minha barros "a rebocadora" stout :)

Peixe no saco, cigarrinho da ordem e de volta á procura deles mas infelizmente nem mais uma escama deu sinal de andar por ali...

Material utilizado:

Cana Barros Stout 3 metros
Carreto Symetre 4000
Linha multifilamento powerpro 0,19
Amostra westlab macua 165

Robalo com aproximadamente 2,900 kg
 
Abraço a todos e boas pescas






terça-feira, 7 de abril de 2015

Robalos de Páscoa

Boas caros companheiros,
 
Este fim de semana prolongado aproveitei as boas condições que o nosso mar proporcionou para ir lançar uns artificias....
Foram 5 tentativas em 4 dias, excelentes condições e como estávamos em época de Páscoa eles não me deixaram ficar mal...

 
 
 
Deixo convosco algumas fotos dos exemplares e também dos animais já cozinhados...
 
 
Um bem haja a todos, espero que a vossa Páscoa tenha sido tão boa ou melhor que minha


quarta-feira, 18 de março de 2015

Até agora...

Boas meus amigos,
Até agora as pescas têm-me corrido bem...

Mais um dia com boas condições e mais um bom peixinho.
Acusou 2,100 Kg na estreia da nova cana :)
 
Um bem haja a todos



segunda-feira, 16 de março de 2015

PNSACV

Alteirinhos - Zambujeira do Mar

Boas amigos,
 
Saiu por estes dias uma reportagem acerca dos estacionamentos no acesso a algumas praias do PNSACV.
 
O que para alguns poderá ser uma vantagem para outros nem por isso, conforme dizem na reportagem alguns moradores locais.

Quanto a mim, resta-me dizer que pouco frequento as zonas em questão, embora reconheça que a reorganização da orla costeira e o melhoramento dos acessos façam falta, não deveremos ser extremistas. O que poderia ser um excesso agora pecará pela falta, prejudicando sobretudo os usufrários daquelas zonas, tanto pescadores e/ou mariscadores como banhistas ou veraneantes.


 
 
 

segunda-feira, 9 de março de 2015

@ Rio Mira

Boas amigos,
 
No passado domingo foi mais um dia de pesca, desta vez pelo Rio Mira pois o estado do mar não permitia grandes aventuras... Assim optei por ficar até mais tarde na cama e depois ir passear junto das margens do Mira para tentar a minha sorte!
 
Estava um dia excelente, calor sem vento... Propicio a um excelente dia de pesca! Depois de um café com o meu avô lá fui tentar a minha sorte, cana as costas e rumo eu até ao cais debaixo da ponte pedonal. Apesar da altura da maré ser a ideal para os robalos passarem por aquele pequeno meandro eles não estavam por lá. Resolvi ir para montante, para junto de uma ilha que se forma à maré vazia local onde se costuma ver alguns robalos de passagem e aguardar por ver algum. Durante a pesca tive o privilégio de conversar com um senhor com alguns anos de idade e que tem bastante conhecimento sobre os robalos. Durante a conversa o "tio" Eduardo ia-me dando algumas dicas sobre os nossos amigos, sobre a maneira de como andavam a comer, sobre o modo de como e quando tinham subido "rio acima", sobre as suas capturas... Também tive a visita de um Sr. GNR :)

Pelo meio da minha pesca, onde perco mais tempo observando a passagem de peixes ia reorganizando e experimentando algumas amostras em vinil que tinha na minha bolsa. Algumas que eu próprio "fiz/juntei"... E foi com uma dessas que ferrei o peixe.
 
Estava à conversa com o Sr. GNR e quando o vejo passar. Amostra lançada à agua e o peixe nada! Seguiu a sua vida ao sabor da corrente. Novo lançamento bem à frente do seu percurso. Vinha recolhendo a linha na sua direcção fazendo pequenas animações. 3/4 maniveladas e zááásssssss o ataque à amostra e peixe ferrado... Começou a luta! A maior luta era com a corrente que era muita. O peixe esse vinha lutando o que podia. Lá consegui tirar o peixe da corrente e colocá-lo na lama... Como estava a pescar a pelo menos 3 metros de altura prontamente descalcei os ténis, arregacei as calças, despi a sweat e ai vou eu pelo lodo até ao robalo... Peixe nas mãos e toca de subir lodo acima até ao cais... Admirar novamente o peixe e voltar à observação.

Neste dia observei, para além de inúmeras tainhas, 1 linguado e mais 3 robalos na ordem dos 10 cm :D

Material utilizado:
 
- Cana Barros Stout 3 mts
- Carreto Nexave 3000
- Fio multifilamento 0.19 powerpro
- Amostra Zagaia+vinil
 




 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

XIII Mora Pesca

Boas companheiros,
 
Este fim de semana teremos mais um "Mora Pesca", desta feita a contar com a sua 13ª edição.

Apesar de ser uma Vila muito querida onde tenho grandes amigos, apenas presenciei este evento uma única vez ficando algo desiludido. E desiludido porquê? Porque no ano em que frequentei a feira esta era dedicada sobretudo a pesca de águas interiores. Mas nos dias hoje o evento é muito mais abrangente contando com diversos expositores e marcas nas diferentes modalidades da pesca desportiva.

Em principio irei este ano ao evento e mais tarde darei por aqui a minha opinião sobre o evento.

Espero que a comunidade de pescadores desportivos consiga ir ao evento pois, por relatos de um passado recente, este parece ser bastante interessante.

Poderão consultar aqui mais informações sobre o evento.

Um bem haja a todos,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Semana Feliz

Boas Companheiros,
Por estes dias fui à procura dos nossos amigos e tive a minha quota de sorte... Fui presenteado com 4 belos animais, sendo que um deles apesar da medida foi devolvido ao seu habitat para nos poder presentear uns quilos mais tarde :D
 
Dia 1

Combinei com o amigo Hélder no local por volta das 5 horas. Local escolhido, encontro à hora combinada, equipados a rigor (embora não estivesse muito frio) e ai vamos nós à procura deles. A zona era composta maioritariamente por areia com um misto de rebolos. O mar era mansinho, ideal para aquele local. As águas eram claras. Após uns lançamentos num primeiro local que se revelaria produtivo mais tarde, saímos em procura de um local onde no inicio do ano tinham sido avistados uns peixes.
 Este local, misto de pedra e areia, apresentava excelentes condições para encontrar-mos os nossos amigos mas eles não estavam presentes. Resolvemos então regressar em direcção aos carros e ir lançando as artificias, tentando a nossa sorte. Já com o dia nascido e perto do local onde ainda de noite tínhamos iniciado a jornada, após insistir durante cerca de uns 20 minutos no mesmo local sinto um ataque á artificial e de imediato 2/3 cabeçadas típicas dos nossos amigos.
Ferrado o peixe começa a luta...
Enérgico que ele era, tentando sempre levar fio... A Barros Stout vergada e bicho teimava em não vir! Estava lutando por si :) Até o que o avisto, ainda a uns bons 20 metros de mim e apercebo-me que vinha mal ferrado... Tinha apenas um anzol da fateixa no beiço! Cuidados redobrados e após mais uns momentos de luta intensa lá o consegui trazer até mim com a ajuda de duas ondas, já que na primeira não consegui pô-lo totalmente seguro e na segunda lá o consegui segurar. Deu cá uma "trabalhêra" que nem queiram saber... Ao tentar apanhar o robalo ainda na escoa da onda, engatou-se uma fateixa na calças do fato, outra no casaco e ainda levei um toque no dedo... Mas nada de preocupante ehehehe 
Eu todo contente, o Hélder veio até mim e fizemos um pequeno filme.
Acusou 2.800 Kg e 64 cm de comprimento.
Como era dia de trabalho tive que abandonar a pesca por esse dia, com a promessa de ainda voltar nessa semana para tentar novamente a sorte.
 
Dia 2
 
Como o vicio é enorme, e depois de ter capturado um excelente exemplar dias antes, resolvi ir tentar a minha sorte nesta noite. Após sair do trabalho fui a casa comer qualquer coisa, vestir-me e abalei. Cheguei ao local já era de noite e logo comecei a ouvir a rebentação mais forte que no dia anterior. Pensei "mau, hoje é mais mar... Estou tramado". Admito que pescar à noite sozinho, embora em segurança, não é para qualquer um. Sempre receoso, e após 2 horas de pesca resolvi dar por encerrada a jornada. Mas prometi à saída "Amanhã pagam-mas!!!"
 
Dia 3
 
Despertador a tocar às 5 horas. Pequeno almoço tomado, equipado a rigor pois na noite antes já se sentia mais frio e eu (ainda estou) constipado, abalei directo ao local. Cheguei por volta das 6 horas. Material às costas e toca de insistir no local onde anteriormente efectuei a captura. A maré estava a encher. O mar de feição com uma suave aragem que até ajudava a lançar as artificiais mais longe um pouco. Estava a pescar à sensivelmente hora e meia. Já se notava o clarear do dia e avistava 3 companheiros ao longe. Até zááásssss um toque e peixe ferrado. Os primeiros instantes pareceu-me peixe pequeno pois a força que fez não foi nenhuma mas de seguida... O bicho começa a afundar e a levar fio e eu a pensar mas será que tenho aqui um tarolão enormíssimo, o meu record em mar... Quase que "esfregava" as mão de contente. Sabia que tinha ali um bom exemplar de certeza!
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Bolsa de Amostras caseira

Boas pessoal,
 
Há algum tempo que queria investir numa nova bolsa, mas como o orçamento não permite tive que aguardar. Tenho uma bolsa shimano (como podem ver nas fotos) com capacidade para 12 amostras (o que alguns consideram até demais), mas estava a necessitar, sobretudo, de transportar com maior "segurança" as amostras maiores pois a shimano que tenho com as amostras de 17 cm arrisco-me a partir qualquer coisa, e não será a mala de certeza.

Após ter visto umas ideias engraçadas pela internet, resolvi apostar.
 
Comprei o tubo de PVC, o meu avô desencantou um tecido resistente de uma mala de transporte de canas que estaria guardada no seu "armazém". Material reunido, tubos cortados com a medida pretendida (18.5 cm) e tudo entregue ás mãos da Sr.ª minha Sogra que teve o trabalho mais complicado de todos... Fazer a bolsa em si.

O resultado está á vista.

Espero que gostem e que sirva de inspiração para os trabalhos manuais em tempos em que o mar não nos deixe praticar a nossa arte.
Um especial agradecimento á minha Sogra.

Um bem haja a todos